Que bom que ainda comemoramos o Natal. Que bom que apesar dessa figura folclórica do Papai Noel roubar todos os anos grande parte da festa, Jesus também é celebrado. Mas como é celebrado? Apenas como menino? Sim, Ele um dia nasceu neste mundo, Ele foi uma criança, mamou nos seios de Maria, se aconchegou em seus braços, sujou fraldas, aprendeu a pronunciar as primeiras palavras. Sim, Ele passou por tudo isso, porém há muito mais para ser dito a Seu respeito. Natal é só o começo de uma história, ou melhor, Natal é apenas o estágio intermediário de uma fantástica história que se funde à própria eternidade e cujas realidades estão muito aquém e muito além do primeiro e do último Natal que o ser humano possa celebrar.
Então aproveitando a carona na atmosfera diferente que o Natal proporciona, quando as pessoas são mais receptivas ao nome de Jesus, aproveito para falar algo além, do cenário do presépio de Belém.
Ora, quando Jesus identifica-se no Apocalipse, diz sobre Si mesmo: “Eu sou o Alfa e o ômega, o primeiro e o último o princípio e o fim”. O apóstolo João, receptor da mensagem, muitos anos antes, ao escrever sua primeira carta às Igrejas, demonstra que já sabia muito bem a quem estava seguindo: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada, o que temos visto e ouvido anunciamos também a vos outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa”. (1 João 1.1-4)
O autor da carta aos Hebreus parece estar tão empolgado com aquilo que irá escrever a respeito de Jesus, que chega omitir a costumeira saudação aos seus destinatários, indo direto ao assunto: “Havendo Deus outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” - Hebreus 1.13.
Poucos dias atrás, trocando algumas mensagens de e-mail com uma amiga, falei a respeito dessa realidade, que Jesus não é mais um menino, que Jesus não está mais nos braços de Maria e muito menos na cruz, ela me respondeu: “Nunca mais vou usar a expressão “menino Jesus” nas minhas mensagens de Natal. Agora finalmente compreendi que estamos diante de um Jesus glorificado e exaltado”. Aleluia! Essa é a revelação que precisamos ter em nossos corações, pois somente um Jesus concebido e crido deste modo pode tornar-se verdadeiramente o nosso Salvador.
O fato é que ninguém receberá o perdão dos seus pecados simplesmente por celebrar o Natal; ninguém receberá o Espírito santo simplesmente por celebrar o Natal, ninguém terá sua vida transformada simplesmente por celebrar o Natal, ninguém herdará a vida eterna simplesmente por celebrar o Natal, ninguém se tornará filho de Deus e discípulo de Jesus Cristo simplesmente por celebrar o Natal e ninguém será arrebatado no dia que Jesus voltar simplesmente por haver celebrado o Natal.
Prezado leitor: Pode chocar um pouco ouvir tudo isso, porém foram essas verdades que lançaram os alicerces do cristianismo e são essas as verdades que salvam. Celebre o Natal, não é errado, porém entenda que para tornar-se um verdadeiro cristão, você precisa compreender quem Jesus é e recebe-lo como seu Salvador e Senhor.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!