Comunidade Cristã | Encantado, 27 de outubro de 2020
EFEITO FUNERAL
Por: Pr. Armando Castoldi
04/03/2020


Sempre que vou em algum funeral fico num certo sentido impactado ao conversar com as pessoas, pois ali todos me parecem muito espirituais, conscientes da brevidade da vida, conscientes da necessidade de levar Deus a sério. O rei Salomão expressa assim essa realidade: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naqueles se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7.2).
Morrer, é sem dúvida, o maior dos nossos medos, porque, a não ser que soframos de algum distúrbio, amamos viver e, também por que, para a grande maioria, pesa a dúvida daquilo que virá depois. Ainda que racionalmente para muitos é difícil crer na vida eterna, há algo em nós que se rebela contra o fato de simplesmente deixar de existir: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem” (Eclesiastes 3.11).
Mas, até com funerais nós vamos nos acostumando e, estímulos repetidos sem uma reação compatível, acabam tornando insensível a nossa consciência. Assim, é comum que as mesmas pessoas que diante de um corpo inerte, se deixam tocar por alguns momentos, retornam depois às suas rotinas sem qualquer mudança significativa; pessoas que tendo naquele momento decidido colocar como prioridade a sua vida espiritual, não conseguem depois, levar adiante um relacionamento sério com Deus.
Eu tenho me perguntado sobre a causa dessa discrepância. Ora, em primeiro lugar, fica obvio que pessoas que manifestam esse comportamento ainda não passaram por uma conversão verdadeira. Deus não está em suas prioridades! Assim, quando confrontadas de modo tão cru com a morte, elas são momentaneamente despertadas, porém, ao sair daquele ambiente, a rotina as toma de volta. São como aquele solo que Jesus descreve na parábola do semeador: “O que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13.22).
Entretanto, a causa é mais profunda e reflete o desconhecimento, a ignorância, ou a incredulidade em relação à própria pessoa de Deus e aquilo que Ele de fato poderia representar ainda em nossa vida terrena. Creio que, exatamente pelo “efeito funeral”, nós todos acabamos relacionando mais Deus à morte do que à vida! Explico: Quase todos admitem que precisam pensar em Deus, afinal um dia irão morrer. Porém, amam tanto a vida que levam que, provavelmente Deus estaria completamente fora das suas cogitações, não fosse o fator morte.
Prezado leitor: Deus é o Deus da vida! Se algo existe que seja verdadeiramente bom, livre das seduções do engano, Deus é a sua origem. Uma vida com Deus pressupõe que, muito mais do que lhe dar a vida eterna, Ele lhe dará a segurança que você não possui; a paz que o mundo não pode lhe dar; a alegria sobrenatural que nenhuma circunstância poderá lhe roubar; a harmonia interior que nenhum método de autoajuda poderá produzir. Ora, se você não se deixar fascinar pela vida que Deus poderá lhe dar ainda aqui, Ele representará para você, apenas alguns espasmos de espiritualidade, em meio aos funerais da vida.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!

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