Comunidade Cristã | Encantado, 18 de outubro de 2019
O PACIENTE FERMENTO DA IGREJA PRIMITIVA
Por: Pr. Armando Castoldi
28/05/2019

 

Estou lendo o livro com o título acima, de Alan Kreider, lançado pela editora Sal Cultural de Maceió -RN. Trata-se talvez da mais acurada pesquisa a respeito do estilo de vida da Igreja Primitiva, abrangendo o período que vai até o final do terceiro século. E, o autor demonstra através de consistentes provas documentais dos escritos daquela época, algo que soa estranho ao estilo frenético de nossos dias, em todos os setores da nossa vida, e mais especificamente no que se refere aos pressupostos hoje difundidos a respeito dos métodos de crescimento da Igreja. Os cristãos primitivos possuíam outra percepção da realidade!

Transcrevo então uma breve porção dessa preciosa obra: "Os primeiros cristãos tinham uma perspectiva que eles chamavam de "paciência". Eles acreditavam que Deus estava no controle dos acontecimentos; eles sabiam que eles não estavam. Então, eles não se surpreendiam que o crescimento da Igreja fosse irregular; que existissem certas áreas tendo concentrações de cristãos e outras áreas onde não havia absolutamente nenhum crente. Os líderes cristãos não pensaram nem escreveram sobre como sistematizar a difusão do cristianismo; eles não se preocupavam em abarcar todo o mundo uniformemente com esforços evangelísticos. Em vez disso, os cristãos concentravam-se em desenvolver práticas que contribuíssem para um “habitus” que caracterizasse tanto os cristãos individualmente quanto as comunidades cristãs. Eles acreditavam que quando o “habitus” fosse saudável, as igrejas cresceriam. A teologia deles era sem pressa - uma teologia da paciência. É característico que os portadores e representantes do crescimento eram marginais, humildes e muitas vezes anônimos, tanto mulheres como homens, indivíduos e comunidades". (Pg.80)

Olhando através dessa perspectiva, não pude deixar de lembrar das palavras de Jesus: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” – Mateus 5.13-16.

É lógico que precisamos nos empenhar na evangelização, porém, independentemente do senso de urgência que possa mover nossas ações, todo esforço se torna inútil quando nosso sal já não salga e quando a nossa luz se desvanece. Há uma ordem natural e irrefutável, que o ser deve preceder ao fazer. É muito triste quando pessoas se escandalizam de Cristo por causa do mau testemunho da Igreja.

Prezado leitor: Que todos nós, que estamos empenhados em falar de Cristo, não esqueçamos esse princípio fundamental, considerando que talvez seja novamente a hora de fazer menos barulho e nos tornarmos mais convincentes: “O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado” – Mateus 13.33.

JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!

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