Comunidade Cristã | Encantado, 21 de maio de 2018
ORAÇÃO À MESA
Por: Pr. Armando Castoldi
26/02/2018

 

ORAÇÃO À  MESA

(Por Natanael Pedro Castoldi)

Um grande equívoco da nossa "era da autenticidade", é pensar que vontade   tem a ver com puro desejo, e que mais autêntico é quem mais facilmente cede às suas inclinações.  Acha-se que, por estar súbita e ardentemente inclinado à bebida, bebê-la é exercer liberdade, sem perceber contudo, que não bebe  porque  quer, mas que quer  porque  bebe - e aí reside o que podemos chamar de "vício".  Pode-se concluir que o vício não é o causador de si mesmo, mas a consequência de uma vontade atrofiada, de uma musculatura pouco desenvolvida, que nasce de um querer consequencial, não intencional.  A idolatria do eu, do desamarrar-se dos "tabus", visando algo como uma "auto expressão genuína", empalidece e  amemeniza  a  vontade.  O vício brota, portanto, da desleixada entrega ao desejo.   a virtude, é produzida na disciplina, na intenção, no domínio próprio. O caminho da virtude,  portanto,  é o da inclinação da mente, acontecendo na prática,  sequencialmente, até se assentar como hábito.

A criança não nasce como uma tábula rasa, mas também está despida de hábitos. Ela precisa sobretudo ser ensinada, instruída a controlar a sua flutuante atenção e a direcionar o olhar para o modelo parental ou fraternal. Ela precisa saber para onde dirigir seu foco e, disso, ser inserida num universo de hierarquia, proporção e prioridade.  A orientação instiga a imitação, a imitação inculca na sua mente toda uma impressão acerca de como as coisas são e de como elas funcionam. Ao imitar, aprende, descobre e preenche sua imaginação de gestos, expressões, símbolos, pessoas-modelo, heróis fundadores, humanos e humanidade. Ela se identifica com os grandes e quer ser grande, quer sentar-se à mesa dos homens, pois vê-se humana; quer agir como gente, então copia as gentes. Ela se espelha naqueles que vê iguais, mas superiores, e  assim, quererá crescer.

Não lembro de um único almoço com a presença dos meus pais, em que não sentamos todos à mesa, no mesmo horário, orando e comendo juntos. Ali eu fui, um dia de cada vez, vendo erigir em mim uma fortaleza moral e cristã, sendo humanizado lenta e ordenadamente. Deixado à própria sorte, fatalmente eu iria sucumbir ao meu estômago, tornando-me escravo dos meus apetites e impulsos: a comida reinaria sobre mim.  Mas eu não fui deixado à mercê de mim mesmo: fui disciplinado. Não importava o tamanho do meu desejo; não importava quanta fome eu sentisse, era totalmente  proibido simplesmente sentar à mesa e começar a comer. Devia, com calma e com tempo, observar a comida posta, enquanto todos se aprontavam em suas cadeiras. Devia suportar e suportar-me. Devia esperar que a oração fosse feita, seja por meu pai, por minha mãe, por mim ou por um dos meus dois irmãos. Depois, quem sabe, ainda deveria esperar que alguns se servissem primeiro. Também não podia comer enlouquecidamente: havia uma maneira mais ou menos livre de se alimentar civilizadamente.

Querido leitor:  Foi assim que eu fui exercitado na minha vontade, para refletir antes de comer; para pensar sobre o desejo, e naturalmente   entender que meus impulsos não podiam dominar sobre mim.  Eu deveria aprender a controlar meus apetites se desejasse fazer parte da comunidade dos homens, da família de Deus, e amadurecer enquanto homem e cristão. Desde cedo entendi que o eu, a família e o Deus criador e supridor, estão acima dos apelos do  meu  estômago .  Afinal, "Não é a vida mais importante do que a comida?"  ( Mateus 6:25).

JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!

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