Comunidade Cristã | Encantado, 23 de setembro de 2017
O SINAL DA CRUZ
Por: Pr. Armando Castoldi
21/07/2016
A expressão “se não faz bem não faz mal”, é muito conhecida e usada especialmente quando se procura ajuda em coisas obscuras ou não tão obvias, cuja licitude ou eficácia pairam dúvidas: uma mistura de chás, uma simpatia, uma benzedura, um sortilégio, uma crendice e coisas desse gênero. Nesses casos, costuma-se justificar essas práticas mais pela intenção do que pelas práticas em si. Num certo sentido isso é compreensível, pois cada um julga lícito lutar com os recursos que dispõe. A fé, nesses casos, é sempre o elemento essencial, porque há uma mística envolvida, fruto de um conhecimento inato de que somos mais do que simples matéria. E de fato, por termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, temos um espírito, que uma vez exercitado e tendo um objeto sobre o qual se apoie, opera em nós independentemente de buscarmos ou não o Criador. Isso explica por que religiões com pressupostos completamente diferentes oferecem milagres semelhantes. Quem olha de fora essa realidade, pode facilmente se confundir, achando que tudo é a mesma coisa. De fato, é da natureza humana ter fé e, apesar do crescente apelo ateísta, fica cada vez mais evidente que o materialismo não satisfaz plenamente o homem, porque somente nos sentimos completos, quando de alguma forma podemos nos expressar na plenitude daquilo que somos. Dessa perspectiva, poderíamos então concluir que o importante é ter fé, não importando o tipo de fé que tenhamos; que o importante espiritualizar-se, não importando o tipo de espiritualidade que busquemos. Aliás, é esse o discurso da moda! Mas será que as coisas são simples assim? Não, essa lógica está equivocada, pois se somos imagem e semelhança de Deus, existimos para crer n’Ele e não em qualquer coisa; se somos imagem e semelhança de Deus, existimos para adorar a Ele e não a qualquer coisa; se somos imagem e semelhança de Deus, existimos para cumprir um propósito e não fazer simplesmente o que nos dá na cabeça. E também as coisas não são tão simples, por que temos um inimigo, que conhecendo nossa natureza inclinada a crer, sabe como aproveitar-se das nossas fraquezas para tomar para si tudo aquilo que deveríamos oferecer a Deus. Ora, possuir fé, aos olhos de Deus, não deve ser algo mais extraordinário do que falar por que Ele nos deu uma boca ou caminhar por que Ele nos deu duas pernas. O que está em questão aos olhos de Deus, e isso me parece óbvio, é a escolha das palavras e dos caminhos. A verdadeira fé, portanto, é mais do que simplesmente crer ou até mesmo operar sinais, porque aquilo que entendemos como sinal da fé, pode ser mero produto do espírito humano ou até mesmo resultado da ação de poderes espirituais malignos. Assim, nem fé, nem sinais em si mesmos, são o selo de autenticação de Deus sobre a nossa vida. Prezado leitor: Mas se alguém perguntar qual é o sinal que autentica tudo, tanto a fé quanto os sinais da fé, a resposta é simples: A cruz, porquanto ali morrem toda soberba, toda vaidade, todo engano, toda malícia, toda astúcia, toda auto-exaltação e todas nossas crendices e relativismos. Foi vivenciando essa realidade que o apóstolo Paulo apontou o caminho para onde a verdadeira fé nos deve levar: “Estou crucificado com Cristo”. (Gálatas 2:19). JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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