Comunidade Cristã | Encantado, 24 de novembro de 2017
MISERICÓRDIA
Por: Pr. Armando Castoldi
12/11/2014

 Quando analisamos os textos bíblicos é importante, quando possível, procurar compreender o verdadeiro sentido das palavras.  A  palavra misericórdia é formada de duas raízes gregas:  “eleeinós” = miserável  e “kardia” = coração.   Quando referida tanto nos ensinos de Jesus como dos apóstolos a misericórdia não significa apenas ter dó ou pena de alguém, mas é uma compaixão ativa que nos leva a sentir no coração as necessidades dos outros e fazer algo para supri-las.  Assim, o caminho da misericórdia passa obrigatoriamente pelo ver, pelo sentir e pelo agir.

A religiosidade sempre oferece o risco de servir como atalho  para despistar o caminho da  misericórdia.  Enchemos nossa agenda de rituais e atividades “piedosas” e julgamos com isso ter cumprido plenamente nossa responsabilidade para com Deus.   

E, como as necessidades dos outros batem à nossa porta sem aviso prévio, é muito fácil encontrar algum motivo para  justificar nossa omissão.  

Jesus acusa esse perigo com a seguinte parábola: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou ao largo.  Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou ao largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o compadeceu-se dele.  E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele” – Lucas 10.30-34.   Moral da história:  Aquilo que o sacerdote e o levita se omitiram de fazer, talvez pela pressa que tinham de chegar  ao Templo para “adorar”, um estrangeiro o fez com total  zelo e desprendimento.

O grande diferencial de Jesus em relação aos líderes religiosos  da época é que Ele podia não possuir uma agenda rígida, mas seu coração estava sempre transbordante de misericórdia.  Falo isso com a consciência que também corro o mesmo risco, pois é muito fácil se perder pelo caminho e cuidar  mais  dos métodos e das estruturas do que das pessoas,  ou mesmo do próprio coração.

Contudo, a  misericórdia não deve ser um privilégio daqueles que por força de sua opção teriam a obrigação de manifestá-la. É algo que deveríamos esperar de todas as pessoas, por simples  coerência com o fato de termos escolhido viver em sociedade.   No entanto, cada vez mais nos encastelamos em nossas próprias fortalezas e, cada vez mais o nosso mundo real passa a ser apenas aquilo que diz respeito a nós mesmos.   Sentamos na frente da televisão, vemos em poucos minutos as desgraças que fizeram as notícias do dia, mas como é tudo tão distante,  vamos perdendo  a capacidade de reagir e de interagir com a dor alheia.

E, se no tempo em que as notícias do dia se restringiam àquilo que se passava ao alcance da vista,  a misericórdia já era tão rara,  o que dizer de nossa época?   Sei que temos razões de sobra para nos esconder em nosso próprio mundo e ignorar aquilo que acontece fora da porta de nossa casa.   Mas como é sentir-se só diante da adversidade? “Bem-aventurados os misericordiosos por que alcançarão misericórdia”Mateus 5.7.

Prezado leitor:  No seu mundo real,  no mundo onde você coloca os seus pés, no mundo que sua vista pode alcançar, no mundo em que suas mãos podem tocar, ainda há espaço para a misericórdia?  Se  o amor  de Deus, o Pai,  se  limitasse a um mero sentimento, o mundo jamais teria  ouvido falar de Jesus.

JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!

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